top of page

5 SEGREDOS QUE VOCÊ NÃO SABE SOBRE SER MÃE AUTISTA


1. A pracinha regula a mãe autista… mas também pode esgotá-la


Levar meu filho à pracinha é, ao mesmo tempo, um remédio e um desafio. O contato com o ar livre, o movimento do corpo e a alegria dele me ajudam a me regular emocionalmente. Eu me conecto com o momento presente, com a natureza e com ele. Mas essa mesma experiência, depois de algum tempo, começa a me exigir mais do que posso sustentar. O barulho das outras crianças, as conversas ao redor, a vigilância constante e a quantidade de estímulos vão se acumulando no meu sistema nervoso. O que começou como regulação pode terminar em exaustão. E está tudo bem reconhecer esse limite.



2. Tarefas básicas exigem que a mãe autista conte com suportes


Muitas pessoas imaginam que suporte é algo necessário apenas em grandes desafios, mas, para mim, ele está presente nas pequenas coisas do cotidiano. Usar agenda, planner e criar rotinas visuais me ajuda a organizar o que, de outra forma, viraria um caos mental. O acompanhamento com psicóloga, o cuidado com a saúde mental, a academia e, quando necessário, a medicação, são ferramentas que me ajudam a manter o equilíbrio. Além disso, contar com o apoio do meu marido faz toda a diferença. Suporte não é sinal de fraqueza. É estratégia, autocuidado e responsabilidade.



3. Ambientes barulhentos podem fazer a mãe autista querer fugir


Ambientes fechados, cheios, barulhentos e imprevisíveis, como festas infantis, podem ser extremamente desafiadores para o meu sistema nervoso. Não é uma questão de não querer estar ali. Muitas vezes, eu quero. Mas meu corpo reage como se estivesse em perigo. O som alto, as luzes, as múltiplas conversas e a falta de controle sobre o ambiente geram uma sobrecarga real. A vontade de ir embora não é drama, nem antipatia. É o meu cérebro tentando se proteger.



4. Brincar como criança não torna a mãe autista menos responsável


Eu me permito brincar, imaginar e entrar no mundo do meu filho de forma genuína. Às vezes, pareço outra criança ali com ele. Mas isso não diminui, em nada, a profundidade do meu compromisso com a maternidade. Pelo contrário. Eu estudo, observo, aprendo e me dedico intensamente a ser a melhor mãe que posso ser. Minha forma de brincar é também uma forma de conexão, presença e amor.



5. A falta de regulação pode levar a mãe autista ao shutdown


A regulação não é um luxo. É uma necessidade básica. Quando eu não consigo ter momentos de silêncio, descanso e recuperação, meu sistema entra em colapso. O shutdown é como um desligamento involuntário. Minha energia desaparece, minha capacidade de responder diminui e tudo fica mais difícil. Não é escolha, nem falta de esforço. É o resultado de um sistema que atingiu o limite. Por isso, respeitar meus sinais e meus limites é uma forma de cuidado comigo — e, consequentemente, com o meu filho também.

Comentários


bottom of page